

UMA BREVE ESTÓRIA DE VIDA - EPISÓDIO IVTOCANDO A VIDA EM FRENTE
Há um famoso ditado popular que nos traz a seguinte expressão: “quem casa, quer casa”, e com base nessa assertiva, todo jovem, após uma certa idade, sobretudo quando se vê meio estruturado profissionalmente falando, pensa em se unir a alguém de forma oficial, formando um casal, buscando o seu próprio espaço e passando a pensar nisso com alguma seriedade, sendo que com essa pessoa não foi tão diferente. Entre vinte e vinte e cinco anos de idade, entendeu que deveria encontrar uma pessoa adequada, onde após os ajustes e análises pessoais e observações de caráter de praxe havidas entre ambos, pudessem formal um par ideal e sem muitas delongas e retoques oportunos conseguissem, juntos, tocar a vida em frente por algum tempo, ou quem sabe, por toda a vida.
Contudo, há outro ditado popular que nos informa que “quem vê cara não vê coração”, e essa expressão popular significa que devemos agir com muita cautela, pois até as boas aparências enganam e foi aí que essa pessoa constatou, ao sofrer, literalmente, na própria pele, que o caráter e/ou o coração das pessoas representam uma seara meio inóspita onde ninguém poderá penetrar nela de corpo e alma, ainda que se possa imaginar que com o tempo algo poderá mudar para melhor.
Namorou e se casou com determinada pessoa achando que poderíamos viver juntos, vivendo seu dia a dia de acordo com aquela famosa frase “até que a morte os separe”, mas depois de poucos anos de convívio matrimonial, percebeu que seria melhor desfazer aquela união, antes que a morte levasse um dos componentes do casal antes do tempo. Durante o pouco tempo em que estiveram juntos, ajudou a a pessoa com quem convivia, a progredir na sua vida profissional.
Afirmou que a pessoa com a qual convivia, era um ser humano meio estranho, que queria ser mais organizado que todo mundo, bem como era um ser sistemático aos extremos. Às vezes, aquele ser seria incapaz de entender quando brincava com as palavras, ou até mesmo quando certo dia usou uma gíria, ao se referir ao cargo hierárquico que tal pessoa ocupava, chegando a ser agredida fisicamente em determinado momento, sendo essa uma das razões maiores do fim do relacionamento.
Tentou tocar sua vida em frente, aos trancos barrancos, evidentemente, até onde foi possível, sem que tivesse que se sacrificar aos extremos física e espiritualmente ou, quem sabe, tivesse que chegar a um ponto máximo de violação de sua dignidade como ser humano.
No momento certo, após uma necessária consulta a um advogado e posterior partilha dos bens adquiridos durante aquela convivência, o casal se separou amigavelmente e cada um seguiu seu rumo. Germano Correia da Silva
Enviado por Germano Correia da Silva em 19/06/2026
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